CIDADANIA & POLÍTICAS PÚBLICAS Fernando Gutman em 04 Jan 2009
Pena cumprida, mas ainda presos
Qual a solução para a superlotação dos presídios e a situação degradante em que vivem os que deveriam estar sendo reinseridos na dita “civilização”?
O Conselho Nacional de Justiça localizou vários condenados que não recebiam benefícios como indulto e mudança de regime, além de detectar 1000 presos que já cumpriram suas penas, mas continuavam atrás das grades.
Urge separarmos os presos em função de sua periculosidade; não há explicação para se manter juntos o batedor de carteira, o ladrão de celular, o sequestrador e o pedófilo.
Além disso, todos têm que trabalhar; a sociedade não pode continuar a sustentar a vida dos que trangrediram; há que fazer parte da pena o trabalho diário - de 8 horas - de modo a garantir o sustento das famílias - quem sabe até das famílias vítimas do crime? - ou, pelo menos, fornecer ao presidiário sem ofício um curso profissionalizante - alfabetização, informática, cidadania, mecânica, eletricidade - em convênio, por exemplo, com o SESI, o SENAI, o SENAC ou outra entidade reconhecida.
E os formandos em Direito, principalmente os oriundos de Universidade Pública, devem prestar serviço - remunerado por recursos oriundos da economia nos gastos com os presidiários - nos presídios.
Finalmente, as Empresas Públicas Estatais - Federais (BNDES, Petrobras, Eletrobras, Furnas, Eletronuclear etc), Estaduais (CEDAE, SERLA etc), Municipais (Comlurb, Museus etc) deveriam ter cotas para alocarem ex-presidiários nos quadros de terceirizados (limpeza, serviços gerais, apoio administrativo).
Um comentário para “ Pena cumprida, mas ainda presos ”
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em 4 de Janeiro de 2009 @ 17:34 1.Pinheiro disse:
Legal a abordagem. A inclusão, reinclusão, é o caminho. Entidades como SESI/SENAI,que são em parte financiada com o dinheiro do trabalhador,deveria ser alidado do “estado” de primeira hora nessa empreitada.