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ENERGIA & Petróleo e Gás Natural Fernando Gutman em 30 Nov 2008

A situação financeira da Petrobras

Estou publicando, para reflexões, a nota oficial da Petrobras sobre a situação financeira da companhia.
Mas gostaria de ressaltar que a atividade de produção de petróleo no pre-sal já não corresponde a uma atividade de risco, pois há certeza da existência de óleo, só faltando delimitar a extensão dos campos (um campo enorme ou vários não interligados?), o que deveria ser feito pela Petrobras, através de contrato com a ANP.
dinheiro - dinheiro

Não tenho dúvida que os grandes bancos do mundo estariam dispostos a financiar essa atividade, haja vista o pequeno risco envolvido. Só aqui, com essa mídia que - normalmente - defende os interesses do capital internacional e dos grupos privados no País, se questiona o financiamento da Petrobras pela CEF ou pelo BNDES.
Esclarecimentos sobre a situação financeira da Petrobras Com extensa carteira de projetos e excelentes perspectivas de crescimento, Petrobras vem aumentando fortemente seus investimentos, que em 2008 são de US$ 20,2 bilhões A respeito de matérias publicadas pela imprensa nesta quinta-feira (27/11) sobre a situação financeira da Petrobras, a companhia esclarece que o Plano de Negócios 2008-2012 prevê investimentos de US$112,4 bilhões (média anual de US$ 22,5 bilhões), com necessidade de captações médias anuais de US$ 4,0 bilhões. Com uma extensa carteira de projetos e excelentes perspectivas de crescimento, a Petrobras vem aumentando fortemente seus investimentos. Até setembro, no Sistema Petrobras foram investidos US$ 20,2 bilhões (resultados em conformidade com a legislação brasileira convertido pelo dólar médio do período), um crescimento de 32% (em dólar) em relação ao mesmo período do ano anterior. No curso de suas atividades operacionais e financeiras, a Petrobras sempre acessa os mercados de capitais e bancários nacionais e internacionais. A companhia sempre analisa todas as alternativas de financiamento, buscando sempre as opções mais adequadas ao perfil de sua dívida, seja na parte de custos como nos prazos. Em virtude das condições atuais do mercado financeiro internacional e a solidez do Sistema Financeiro Nacional, as companhias brasileiras, incluindo a Petrobras, vêm utilizando com maior freqüência o mercado doméstico para suprir suas necessidades normais de financiamentos. Além disso, a evolução do câmbio propicia melhores condições para captações no mercado interno, diminuindo a exposição da empresa a dívidas em dólar. Os lucros recordes no terceiro trimestre de 2008 e nos nove meses de 2008 foram obtidos pelos excelentes resultados operacionais (aumento da produção de óleo e gás natural, aumento da venda dos derivados e melhores preços). Até setembro a geração de caixa em suas atividades operacionais totalizaram R$ 34,7 bilhões mais R$ 4,4 bilhões em financiamentos líquidos. Foram utilizados R$ 35,2 bilhões em atividades de investimento e pagamento de R$ 6,2 bilhões em dividendos, resultando em uma geração líquida negativa de R$ 2,3 bilhões e um caixa de R$ 10,8 bilhões no final de setembro. Esses valores fazem parte das demonstrações contábeis da Companhia, arquivada na Comissão de Valores Mobiliários e amplamente divulgadas ao mercado. Porém parte do aumento no lucro líquido é reflexo da valorização do dólar. No terceiro trimestre de 2008 houve um ganho financeiro de R$ 3,5 bilhões (variações cambiais sobre os ativos líquidos expostos) contra uma perda de R$ 1,2 bilhões no segundo trimestre de 2008, sem contudo representar maior geração de caixa para a Companhia. Em outubro, a companhia teve maiores gastos com impostos e taxas, com o recolhimento de mais de R$ 11,4 bilhões no mês. Parte desses pagamente refere-se ao Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro, devido ao maior Lucro Líquido apurado no terceiro trimestre de 2008 e participações especiais calculadas com base no valor de pico do preço do petróleo. O Faturamento Bruto mensal médio nos nove primeiros meses do ano foi de R$ 17,3 bilhões. É importante ressaltar que as captações efetuadas fazem parte do curso normal das atividades da companhia, que apresenta hoje baixos níveis de alavancagem financeira, permitindo aumento de captações sem comprometer a estrutura ótima de capital e a financiabilidade de seus projetos.
27/11/2008

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